BRASÍLIA - Após ver crescer o risco de um processo de
impeachment no Congresso, a presidente Dilma Rousseff montou uma estratégia de
defesa mais robusta, com um time de advogados e juristas, e escalou ministros
de partidos aliados, do PMDB ao PC do B, para monitorar suas bancadas no
Congresso.
A decisão do Palácio do Planalto é recorrer ao Supremo
Tribunal Federal se algum requerimento solicitando o afastamento de Dilma for
aceito pela Câmara.
Dilma convocou neste domingo, 11, nova reunião com
ministros, no Palácio da Alvorada, depois de uma viagem de menos de 24 horas a
Porto Alegre.
Em nova reunião realizada no domingo com ministros, no
Palácio da Alvorada, Dilma foi informada de que o presidente da Câmara, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), comandará uma “manobra” pró-impeachment.
Planalto pretende recorrer ao STF caso algum requerimento
pelo afastamento de Dilma Rousseff seja aceito.
Planalto pretende recorrer ao STF caso algum requerimento
pelo afastamento de Dilma Rousseff seja aceito.
A avaliação do governo é de que, acuado após a denúncia do
Ministério Público da Suíça mostrando contas secretas atribuídas a ele e
abastecidas com dinheiro desviado da Petrobrás, Cunha vai pôr em prática o jogo
combinado com a oposição para atingir Dilma.
Por esse script, o presidente da Câmara rejeitará, amanhã, o
pedido dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, propondo a deposição da
presidente. A ideia, porém, seria deixar o caminho aberto para que um deputado
da oposição apresente recurso ao plenário da Câmara.
Nesse caso, ainda no roteiro idealizado por Cunha, esse
recurso poderia ser aprovado por maioria simples, composta por 50% mais um dos
deputados, com qualquer número de presentes à sessão.
O advogado Flávio Caetano, coordenador jurídico da campanha
de Dilma à reeleição, foi escalado para coordenar a defesa da presidente na
possível ação de impeachment. O governo pretende contestar a questão do quórum
para a abertura do processo pela Câmara, uma vez que a Constituição exige dois
terços dos parlamentares.

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