O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ironizou a
sugestão do novo ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI), de que a CPMF que
o governo pretende recriar seja cobrada tanto nas operações de crédito quanto
de débito, o que dobraria a arrecadação do
"Está querendo dobrar a meta. Dobra a chance de não
passar", disse. Na sexta-feira, quando o ministro foi nomeado e lançou a
proposta, Cunha já havia dito que o Congresso dificilmente aprovará a recriação
da CPMF.
A proposta é tida como essencial para que o governo consiga
ajustar as contas. "Não ganha, ele já defendia isso antes e com argumento
até pífio. Aliás é um argumento até risível, de cobrar no débito e no crédito.
Ele quer dobrar o problema", afirmou.
"Não funciona. Nem a do débito vai conseguir, quem dirá
a do débito e crédito", disse Cunha. O presidente da Câmara afirmou ainda
que a tendência é que Congresso mantenha veto do reajuste do Judiciário que
pode ser apreciado na sessão marcada para esta terça-feira.
"Acho que há uma consciência de que não podemos ficar
contra a criação de impostos e criarmos despesas. A tendência do veto é ser
mantido", disse.
Entre os vetos que faltam ser apreciados estão o que prevê o
reajuste dos servidores do Poder Judiciário, que tem impacto, segundo dados do
governo, de R$ 36,2 bilhões até 2019, e o que atrela o reajuste do salário
mínimo a todos os benefícios do INSS, o que representa uma despesa extra de R$
11 bilhões no mesmo período.
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