Acompanhei a TV Câmara até determinadas horas para ver como
terminava a asessão que deveria repercutir o pedido de cassação do presidente
da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e nada aconteceu.
Ele presidiu os
trabalhos e enfrentou tranquilamente as críticas do grupo que o denunciou ao
conselho de ética.
Recebeu críticas de um lado e cumprimentos e “força” para
continuar por parte de simpatizantes de simpatizante da sua causa, argumentando
sempre o fato de as acusações da Lava Jato terem se concentrado em Eduardo
Cunha.
Por enquanto, com as liminares do Supremo, o presidente da
Câmara está com as mãos atadas, mas o Planalto avalia que ele, mesmo
fragilizado, tem força e precisa ser 'monitorado'
O governo venceu ontem uma batalha importante na guerra
contra o impeachment. A avaliação foi feita por auxiliares da presidente Dilma
Rousseff, após três liminares do Supremo Tribunal Federal suspenderem o rito de
tramitação do processo na Câmara. As decisões impuseram uma derrota ao
presidente da Casa,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), inimigo do Palácio do Planalto,
mas, mesmo assim, ministros tentam manter as "portas abertas" com o
deputado.
Dilma estava na reunião de coordenação de governo, com 11
ministros, quando soube das duas primeiras liminares do Supremo. De acordo com
relatos de participantes do encontro, não escondeu a alegria.
"Agora, temos uma semana de muito trabalho pela frente.
E vamos trabalhar para vencer", disse a presidente, segundo dois ministros
que compareceram ao encontro, no Palácio do Planalto.
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