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| Há mudanças de partido e 11 CPIs no Congresso |
A retomada dos trabalhos legislativos a partir de amanhã, terça-feira (2), deverá ser marcada pelas reuniões e conversas internas entre as
bancadas dos 27 partidos políticos que têm representação no Congresso Nacional.
A maior parte deles escolherá seus líderes após o carnaval,
quando o ano legislativo começará de fato.
A definição das lideranças partidárias terá grande
relevância para o quadro político do ano que se inicia.
Cabe aos líderes, por
exemplo, indicar os membros que irão compor a comissão especial que analisará o
pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Não só por isso a definição de quem comandará cada bancada
interessa ao governo. Os líderes também orientam como os deputados votarão os
diversos projetos de interesse do Planalto que estarão na pauta da Câmara e do
Senado.
Maiores bancadas Nas maiores bancadas as negociações já começaram. Os
deputados do PMDB negociaram durante o recesso as regras e candidaturas para
sua liderança.
Ao fim, está decidido que os candidatos poderão se registrar
até o dia 3 e a eleição ocorrerá dia 17.
Até o momento estão postas as
candidaturas do atual líder, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), e de Hugo Mota
(PMDB-PB).
O deputado Leonardo Quintão (MG), que havia se lançado para
a disputa, desistiu de concorrer e declarou apoio a Picciani.
No Senado, a escolha para a liderança peemedebista está
associada às negociações para a eleição da presidência da Casa, que ficará
novamente com o PMDB por ter a maior bancada, e do comando da Executiva
Nacional do partido.
A tendência, no entanto, é que o novo líder seja escolhido
por consenso, após as negociações.
Congresso com 11 CPIs
O PT também começou as negociações para a definição de seu líder nas duas
Casas.
No Senado, entretanto, a disputa ainda não tem definição e a
escolha de um nome para assumir a presidência da Comissão de Assuntos
Econômicos da Casa está sendo tratada com mais urgência, porque o partido
perdeu o posto desde que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi preso.
O que se sabe até o momento é que o atual líder petista,
Humberto Costa (PE), não quer ser reconduzido ao cargo porque vai se dedicar às
eleições municipais em Pernambuco.
Na Câmara, três nomes estão na disputa para liderar a
bancada: Afonso Florence (BA), Paulo Pimental (RS) e Reginaldo Lopes (MG).
A
escolha pode ocorrer na próxima quarta-feira (3), quando a bancada se reunirá
para tratar do assunto.
Na oposição, o PSDB da Câmara escolheu Antônio Imbassahy
(BA) para substituir Carlos Sampaio (SP).
No Senado, o partido reconduziu o atual líder, Cássio Cunha Lima (PB). O DEM no Senado seguiu a mesma linha e reconduziu Ronaldo Caiado (GO) ao cargo.
No Senado, o partido reconduziu o atual líder, Cássio Cunha Lima (PB). O DEM no Senado seguiu a mesma linha e reconduziu Ronaldo Caiado (GO) ao cargo.
Na Câmara, o partido deverá optar pelo deputado Pauderney
Avelino (AM) para substituir Mendonça Filho (PE). O deputado Rubens Bueno (PR),
atual líder do PPS, deverá continuar no cargo.
Trocas partidárias A escolha dos líderes partidários não é a única movimentação
política relevante na retomada dos trabalhos legislativos.
As trocas de partido feitas pelos parlamentares entre o fim do ano passado e o início deste ano também será significativa para definir os rumos políticos em 2016.
No Senado, três mudaram de legenda – Álvaro Dias, que deixou
o PSDB e foi para o PV; Ricardo Ferraço, que saiu do PMDB e deve se filiar ao
PSDB; e Randolfe Rodrigues, que deixou o PSOL e foi para a Rede.
Além deles, estão previstas mudanças também para o senador
Blairo Maggi, que já anunciou sua mudança do PR para o PMDB; Reguffe, que deve
deixar o PDT e ir para a Rede; e Cristovam Buarque, que negocia sua saída do
PDT para o PPS.
Na Câmara as mudanças também foram intensas. O recém criado
Partido da Mulher Brasileira (PMB) tem 21 deputados vindos de diversas
legendas.
A Rede Sutentabilidade, que foi oficializada em setembro e é
associada ao nome da ex-presidenciável Marina Silva, alcançou menos adesões do
que era esperado.
Apenas cinco deputados e um senador, até o momento, migraram
para a nova legenda.
De setembro para cá, 37 deputados mudaram de partido, a
maior parte deles foi para o novo PMB. Só o PT perdeu três deputados para a
legenda e mais um para a Rede.
O PV, que tinha oito deputados, também perdeu três para o
PMB. O PTB perdeu dois para o PMB e um para o PMDB.
O Solidariedade também
perdeu três deputados: um foi para o PSDB, um para o PSB e outro para o PMB. FONTE Mariana Jungmann e Iolando
Lourenço - Repórteres da Agência Brasil

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