A OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou emergência
mundial por causa do vírus da zika nesta segunda (1°).
A declaração ocorre no
momento em que a doença se dissemina rapidamente e é ligada a milhares de casos
de microcefalia no Brasil.
A designação foi recomendada por um comitê de especialistas
independentes da agência da ONU, após críticas sobre uma resposta hesitante até
agora.
A decisão deve ajudar a acelerar ações internacionais e de pesquisa.
Com mais de 1,5 milhão de contágios desde abril, o Brasil é
o país mais afetado pelo vírus, seguido pela Colômbia, que no sábado anunciou
mais de 20 mil casos, 2.000 deles em mulheres grávidas.
Embora os sintomas do vírus transmitido pelo mosquito Aedes
aegypti sejam de escassa gravidade, surgiram indícios que o vinculam ao número
excepcionalmente elevado de casos de bebês que nascem com microcefalia
(má-formação do cérebro), particularmente no Brasil.
"Apesar de ainda não ter sido estabelecida uma relação
causal entre o vírus zika e as más-formações congênitas e síndromes
neurológicas, há fortes motivos para suspeitar de sua existência", afirmou
na semana passada a diretora geral da OMS, Margaret Chan, ao anunciar a
convocação de um Comitê de Emergência da agência da ONU.
MEDIDA PROVISÓRIA Nesta
segunda, a presidente Dilma Rousseff (PT) enviou medida provisória ao Congresso
Nacional que autoriza agentes de saúde a entrarem de maneira forçada em
propriedades privadas abandonadas ou fechadas para combater focos do mosquito
Aedes aegypti, transmissor do vírus zika, da dengue e chikungunya.
A iniciativa, que foi antecipada pela Folha, foi publicada
na edição desta segunda-feira (1°) do "Diário Oficial" da União e
regulamenta as normas de acesso a imóveis privados em estados e municípios que
já possuem legislação específica sobre o assunto.
O texto autoriza que autoridades federais, estaduais e
municipais do SUS (Sistema Único de Saúde) ingressem de maneira forçada, com a
ajuda se necessário de forças policiais, em imóveis públicos e particulares que
forem designados e identificados com a possibilidade de presença de criadouros
do mosquito.

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